Brain4child - Breaking bad memories!

Neuroblog

Breaking bad memories!

Só as notícias do meu Coringão, líder do Brasileirão, e os resultados das pesquisas em Neurociências são capazes de melhorar o astral e aliviar minha memória do triste cenário político e econômico nacional.

Sabe-se muito bem que o fator central na dependência química é a recaída no uso, não apenas sua interrupção. A memória “química” cravada no cérebro pelas drogas é responsável pelas recaídas e nenhum tratamento que dispomos hoje é capaz de interferir nesse processo.

Publicado essa semana na Molecular Psyquiatry, pesquisadores da Universidade da Flórida desenvolveram uma molécula capaz de apagar a memória de drogas como a metanfetamina e a cocaína na amígdala (a cerebral, do andar de cima, não a da garganta, hehe)!

Uma pesquisa recente desse mesmo grupo mostrou que a memória do primeiro contato com essas drogas, diferente de outros eventos salientes como o medo e outros prazeres, é rapidamente consolidada no complexo basolateral da amígdala por um mecanismo mediado por uma proteína denominada actina. Através da despolimerização da actina eles conseguiram “apagar” essa memória em ratos, cessando o vício e as recaídas à metanfetamina. A solução encontrada, no entanto, não era terapeuticamente viável uma vez que a actina é um componente chave de todo nosso sistema muscular, inclusive cardíaco. No entanto, a identificação de outra proteína que dirige a ação da actina na fenda sináptica exclusivamente no cérebro, a miosina IIB não muscular, permitiu aos pesquisadores desenvolver um inibidor seletivo para ela. Denominado por Blebbistatin (Blebb), a molécula promoveu o mesmo efeito de apagamento da memória a essas drogas sem prejuízo da actina muscular, abrindo um horizonte enorme para o tratamento e cura dos Transtornos de Uso de Substâncias, um dos mais graves problemas da humanidade nos dias de hoje.

http://www.nature.com/mp/journal/vaop/ncurrent/full/mp2015103a.html


Temos 19 visitantes e Nenhum membro online