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Notícias de Philadelphia

“Temos como verdade que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, dentre eles o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade” (Declaração de Independência dos EUA).

Isso é Philadelphia, berço da Independência dos Estados Unidos da América há 233 anos atrás. Por aqui muito orgulho e elevada autoestima de um povo que cultua sua história, seus mártires e o direito de ser livre. Ontem aqui teve início o segundo congresso da Sociedade Internacional da Mente, Cérebro e Educação (International Mind, Brain, and Education Society, www.imbes.org). O evento é um fórum de discussão das mais novas descobertas sobre o cérebro e suas implicações na educação, seja ela transmitida em casa, seja dentro dos muros da escola. A exemplo do congresso anterior, realizado há dois anos no Texas, aqui encontram-se neurocientistas e educadores de mais de vinte países, além de autoridades governamentais responsáveis pela elaboração dos currículos escolares nos EUA. Nessa fundamental integração de diferentes áreas (Neurociências e Educação) e nações, dada a importância do evento, lamento nosso país estar aqui representado por apenas dois brasileiros. Ao menos um alento, no último era apenas um. A chamada Neuroeducação, promissora área de estudo que faz a interface entre os conhecimentos sobre o cérebro, o comportamento, o desenvolvimento e a aprendizagem na infância, promete dar o que falar nos próximos anos, sobretudo pelas inadiáveis transformações que provocará nos currículos escolares e salas de aula. Na abertura a conferência magna da Profa. Nora Newcombe da Universidade de Temple: “Educando a Inteligência Espacial: as questões corretas e algumas respostas”. Não perco um amigo, muito menos uma leitora, por uma piada, mas confesso que imaginei o que outros representantes do sexo masculino comentariam com indisfarçável sarcasmo, afinal era uma mulher falando sobre habilidades de orientação espacial! Verdade é que ela deu um show, neurocientista do time titular, Nora pesquisa na área de inteligência espacial há muitos anos e tem importantes trabalhos publicados. Foram abordados desde aspectos evolutivos da inteligência espacial até as demandas de sala de aula e da vida moderna. As evidências científicas apresentadas por ela comprovam a grande diversidade da inteligência espacial em crianças e adultos de ambos os sexos e sua importância no processo de aprendizagem. A boa nova é que estudos recentes mostram que essa habilidade cerebral, a exemplo de outras, podem ser treinadas e aperfeiçoadas através de técnicas específicas.


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