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Educando para a resilência

Resiliência é a propriedade de um material armazenar a energia de um impacto, sofrer deformação sem romper-se, para em seguida voltar ao seu estado original. Pela definição podemos dizer que uma bola de borracha é um corpo bastante resiliente e uma de cristal não. O termo é oriundo da Física e passou a ser utilizado em Saúde Mental, sendo hoje motivo de numerosos estudos que avaliam o desenvolvimento infantil frente às adversidades da vida. Entre os principais tipos de adversidades na infância encontram-se o abuso físico e sexual, violência familiar, miséria, negligência e divórcio, morte, doença mental, uso de substância ou comportamento criminal de um ou ambos os pais.

Crianças resilientes são capazes de absorver tais impactos sem rompimento, deformam-se e voltam ao estado original, superando as adversidades de forma incansável. Crianças não resilientes sofrem ruptura, tornam-se alvo fixo, vulneráveis à doença mental.

O Professor Haim Grunspum da PUC-SP enumera algumas características da criança resiliente: a) é uma criança flexível, sensível e atenciosa, capaz de demonstrar suas emoções, se comunica bem e, em dificuldades, é capaz de usar o bom humor; b) tem competência para resolver problemas, pensa de forma crítica e elabora alternativas, buscando soluções para suas necessidades; c) quando não consegue encontrar uma solução, busca ajuda; d) tem um forte senso de identidade e auto-estima positiva, mostra independência e autocontrole; e) tem propósitos com confiança no futuro, propõe-se metas realistas, tem aspirações educacionais elevadas, é persistente, esforçada, otimista e  vê o futuro com oportunidades e sucesso.

Existe receita para educar nossos filhos para a resiliência? Não, não existe receita em Educação, mas algumas dicas de Brook e Goldstein () podem ajudar: 1) seja empático e ensine a sê-lo, 2) comunique-se bem e saiba escutar seus filhos, 3) controle sua impulsividade, 4) seja firme mas educado nas broncas, 5) mude padrões negativos e tenha influência positiva, 6) expresse seu amor de forma que eles sintam isso, 7) aceite seu filho pelo o que ele é, 8) ajude-o a estabelecer objetivos realísticos, 9) dê espaço para seu filho ter sucesso, 10) transforme os erros em momentos de aprendizado e reflexão, 11) crie oportunidades para a criança apreender a ser compreensivo, responsável e ter consciência social, 12) ensine seu filho a resolver problemas e tomar decisões e, 13) discipline de forma a promover auto-disciplina e amor-próprio.

Em tempos de crise mundial, só podemos desejar também para todos nós, um 2015 de RESILIÊNCIA.


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